domingo, 12 de dezembro de 2010

Sinto Vergonha...

Sinto vergonha de mim
por ter sido educadora de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
 
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar  meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!



Cleide Cantom

domingo, 21 de novembro de 2010

"Sonda-me, ó Deus, e Conhece o Meu Coração"


"Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo."1. (Jeremias 31:33.)
Esse convênio é universal para todos aqueles, de todas as raças, que forem "batizados em Cristo".22. (Gálatas 3:27). Como Paulo declarou: "Se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa".3 (Gálatas 3:29.)
Os convênios não são simplesmente rituais externos, são reais e eficazes meios de mudança. "O novo nascimento vem pelo Espírito de Deus mediante as ordenanças."4  Devemos sempre honrar e manter sagrados os convênios de salvação que fazemos com o Senhor. Se assim o fizermos, Ele prometeu: "Receberás revelação sobre revelação, conhecimento sobre conhecimento, para que conheças os mistérios e as coisas pacíficas aquilo que traz alegria, que traz vida eterna".5

Convênios e Ordenanças de Salvação

Muitos convênios são indispensáveis para a felicidade nesta vida e na vindoura. Dentre os mais importantes estão os convênios do matrimônio feitos entre marido e mulher. Desses convênios fluem as maiores alegrias desta vida.
O convênio do batismo, com a respectiva ordenança de confirmação, abre as portas da vida eterna.
O juramento e convênio do sacerdócio contêm a promessa de que ao élder digno da Igreja "tudo o que meu Pai possui"6 ser-lhe-á dado.
Os convênios do templo são a base para o recebimento das maiores bênçãos que o Senhor reservou para nós.
Temos o grande privilégio de partilhar do sacramento, a Ceia do Senhor. A renovação de nossos convênios batismais ao tomarmos o sacramento é algo que nos proteje contra todo tipo de mal. Quando partilhamos dignamente do pão e da água santificados, em lembrança do sacrifício do Salvador, testemunhamos a Deus, o Pai, que estamos desejosos de tomar sobre nós o nome de Seu Filho e sempre lembrar Dele e guardar os mandamentos que Ele nos deu. Se fizermos essas coisas, sempre teremos o Seu Espírito conosco.7 Se partilharmos regularmente do sacramento e formos fiéis a esses convênios, a lei estará em nosso interior e escrita em nosso coração.

Permitam-me ilustrar esse princípio usando uma história tirada do Church News:
"Um grupo de professores de religião estava fazendo um curso de verão a respeito da vida do Salvador, com enfoque particular nas parábolas.
Quando chegou o momento do exame final, ( . . . ) quando os alunos chegaram à classe, encontraram um bilhete dizendo que o exame seria realizado em outro edifício que ficava do outro lado do campus. Além disso, o bilhete dizia que o exame teria que ser terminado dentro de um período de duas horas, contadas a partir de quase aquele instante.
Os alunos atravessaram o campus correndo. No caminho, passaram por uma menina chorando ao lado de sua bicicleta nova que estava com o pneu furado. Um senhor idoso caminhava com dificuldade em direção à biblioteca, com uma bengala em uma das mãos e uma pilha de livros na outra, da qual caíam alguns pelo caminho. Em um banco próximo ao prédio do diretório de estudantes, estava um homem mal vestido e barbado [visivelmente passando por dificuldades].
Ao entrarem correndo na sala de aula, os alunos encontraram o professor que anunciou que todos haviam sido reprovados no exame final.
O único teste verdadeiro que poderia provar que haviam compreendido a vida e os ensinamentos do Salvador, disse o professor, era a maneira como tratavam as pessoas necessitadas.
As semanas que passaram estudando com um professor muito capaz haviam-lhes ensinado muito a respeito do que Cristo tinha dito e feito."8

Na pressa de terminar as formalidades do curso, porém, eles haviam deixado de reconhecer a aplicação prática representada pelas três situações que haviam sido montadas propositalmente. Aprenderam a letra mas não o espírito da mensagem. Sua negligência para com a menininha e os dois homens mostrou que a profunda mensagem do curso não havia entrado em seu íntimo.
Precisamos, de vez em quando, analisar a própria alma e descobrir quem realmente somos. Por mais que o desejemos, não há como disfarçar o nosso caráter verdadeiro. Ele brilha de dentro de nós de modo muito transparente. A tentativa de enganar os outros somente consegue enganar a nós mesmos. Freqüentemente somos como o rei da fábula que pensou estar finamente vestido, quando na verdade estava nu.
Em minha vida, vi a fidelidade dos membros da Igreja aumentar. Usando-se os mesmos padrões, existem hoje maiores manifestações de fidelidade do que jamais aconteceu. A cada domingo, o percentual de pessoas que tomam o sacramento da Ceia do Senhor em todo o mundo passa do dobro do que acontecia em minha juventude.
Estamos tentando cuidar dos pobres e necessitados de nosso meio por intermédio da generosidade dos membros fiéis da Igreja que observam a lei do jejum e participam do inspirado programa de bem-estar. Temos enviado diversos tipos de auxílio humanitário, no valor de milhões de dólares, a muitos países a fim de aliviar a fome e o sofrimento. Isso é administrado de acordo com a necessidade das pessoas, sem distinção de raça, cor ou religião.
Mais de nossos membros estão desfrutando as bênçãos de viver a antiga lei do dízimo. Eles devolvem voluntariamente ao Senhor um décimo de suas rendas. Foi Ele quem lhes deu. Centenas de milhares a mais de santos fiéis desfrutam o privilégio da adoração no templo. Temos hoje 58.000 missionários servindo no campo. Regozijo-me com isso e tenho certeza de que o Senhor está satisfeito com isso. Mas pergunto-me se estamos nos tornando proporcionalmente mais semelhantes a Cristo. Será que nosso trabalho provém de um coração puro?
Estou-me referindo à importância do cumprimento dos convênios porque eles nos protegem em um mundo que está-se desviando dos valores que reconhecidamente proporcionam alegria e felicidade. No futuro, esse enfraquecimento da fibra moral pode vir até a aumentar. A decência básica da sociedade está diminuindo. No futuro, nosso povo, particularmente nossos filhos e netos, podem esperar ser bombardeados ainda mais pelos males de Sodoma e Gomorra.
Há famílias demais sendo desfeitas. O bem é chamado de mal e o mal, de bem.9 Será que em nosso atual "caminho fácil" 10 esquecemos os elementos do sacrifício e da consagração.

Talvez em nossos dias e em nossa época seja mais difícil manter a força moral e vencer os ventos malignos que sopram mais forte do que nunca. É um processo de seleção. Atualmente, os equivalentes modernos da Babilônia, Sodoma e Gomorra são mostrados de modo convidativo e explícito na televisão, na Internet, nos cinemas, livros, revistas e locais de entretenimento.

Na conferência geral de Outubro de 1997, o Presidente Gordon B. Hinckley alertou-nos de que estamo-nos tornando por demais semelhantes à maioria da sociedade em questões como a santificação do dia do Senhor, a desintegração da família e outras. Ele disse:
"Tornamo-nos por demais semelhantes ao restante da sociedade nesses assuntos. É claro que existem boas famílias. Existem boas famílias em toda parte. Existe, porém, um número excessivamente grande delas que está passando por dificuldades. Essa é uma enfermidade que tem cura. A receita é simples e maravilhosamente eficaz. É o amor."12

Não podemos permitir que nossos valores pessoais sejam derrubados, mesmo se as outras pessoas os considerarem estranhos. Sempre seremos considerados um povo estranho. No entanto, é bem melhor ser espiritualmente correto do que ser politicamente correto. É claro que queremos ser queridos e respeitados como indivíduos e como povo. Não podemos, contudo, juntar-nos à maior parte da sociedade se isso significa abandonar os princípios corretos que nos foram dados no monte Sinai, posteriormente refinados pelo Salvador e depois ensinados pelos profetas modernos. A única coisa que devemos temer é ofender a Deus e a Seu Filho Jesus Cristo, que é o cabeça desta Igreja.

Todas as formas do mal estão sendo mascaradas. Refiro-me à imoralidade sexual. Refiro-me às apostas em dinheiro, que em muitos lugares são chamadas de passatempo em vez de jogo. Isso é típico de como muitos outros males estão sendo mascarados para tornarem-se mais aceitáveis. Há um mascaramento de outros comportamentos que foram condenados em toda a história da humanidade, e que são destrutivos para a família, a unidade básica da sociedade.
Em "A Família: Proclamação ao Mundo", a Primeira Presidência declarou: "Nós ( . . . ) solenemente proclamamos que o casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus e que a família é essencial ao plano do Criador para o destino eterno de Seus filhos".
O colapso da autoridade paterna está minando a mais indispensável instituição da sociedade: a família.

Paulo falou a respeito de pessoas de sua época que mostravam "a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência".13 Para que os membros desta Igreja desfrutem as bênçãos de um povo do convênio, a lei do Senhor precisa estar escrita em seu coração. Como podemos fazer isso se tantas vozes dizem a nossos filhos e netos que o mau é bom e o bom é mau?

Esperamos que todos os pais e mães, avôs e avós sejam melhores exemplos ao guardarem os mandamentos de Deus. Pedimos aos maridos e mulheres que se esforcem mais em ser amorosos e gentis uns para os outros. Se ambos os pais isolarem a família o máximo que puderem das muitas influências que nos espreitam, os filhos estarão melhor protegidos. O estudo diário das escrituras, a oração diária, as reuniões familiares regulares, a obediência à autoridade do sacerdócio no lar e na Igreja constituem uma grande apólice de seguro contra a deterioração espiritual.
Josué não errou ao dizer: "Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor ( . . . )".
"E disse o povo a Josué: Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à sua voz."14
Temos a liberdade de aceitar ou rejeitar o conselho do Senhor e de Seus profetas. Freqüentemente aqueles que decidem não seguir os profetas são as vozes que criticam os que o fazem.

As ordenanças e convênios ajudam-nos a lembrar quem somos e nosso dever para com Deus. São os veículos que o Senhor providenciou para levar-nos para a vida eterna. Se os honrarmos, Ele nos dará mais força.

O Élder James E. Talmage afirmou que o verdadeiro crente, "com o amor de Deus na alma, procura viver uma vida de serviço e retidão, sem parar para perguntar segundo que lei ou regra cada um de seus atos é ordenado ou proibido".18

Em um mundo em que nós e nossa família estamos sendo ameaçados pelo mal por todos os lados, lembremo-nos do conselho do Presidente Hinckley: "Se nosso povo conseguisse apenas viver de acordo com esses convênios, todas as outras coisas entrariam nos eixos".19

Os membros fiéis da Igreja que são fiéis aos convênios que fizeram com o Mestre não necessitam que lhes sejam explicados cada jota e til. A conduta cristã flui da mais profunda fonte do coração e alma humanos. Ela é guiada pelo Santo Espírito do Senhor, que é prometido nas ordenanças do evangelho. Nossa maior esperança deve ser desfrutar a santificação resultante dessa orientação divina; nosso maior temor deve ser o de perder essas bênçãos. Que vivamos de modo a podermos dizer, como o salmista: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração".20 20. Salmos 139:23.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    CPMF vem aí?
    A CPMF está de volta ao noticiário brasileiro. Extinto no final de 2007, o “imposto do cheque” pode vir a ser recriado por iniciativa do Congresso Nacional. Confira, a seguir, artigo de Thiago Peixoto - em parceria com o presidente da Acieg, Pedro Bittar – publicado em agosto de 2007 no jornal O Popular, tratando sobre o assunto. No texto, Thiago e Pedro defendem o fim da contribuição.
    • Nunca pagamos tantos impostos
    • Quebramos mais um recorde: nunca pagamos tantos impostos como agora. Ambicionamos recordes positivos, como o de grandes investimentos em infra-estrutura. Desejamos que os índices de crescimento ultrapassem as projeções mais otimistas e que as metas de qualidade educacionais sejam atingidas o quanto antes. Porém, o único recorde que quebramos, cada vez com mais facilidade, é o dos números que comprovam a alta carga tributária no País.
    • O ano de 2006 conseguiu superar todas as expectativas. O peso dos impostos correspondeu a 34,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, a única certeza que temos é de que este porcentual será maior: a arrecadação de tributos nos sete primeiros meses deste ano está bem acima dos valores registrados neste mesmo período no ano passado.
    • Chamam atenção as justificativas do governo federal para explicar este aumento da carga tributária. Para a União, o crescimento econômico seria o primeiro culpado. Tese que não faz o menor sentido, uma vez que o aumento não foi somente no valor arrecadado, mas também no porcentual da carga tributária perante o PIB. Outra justificativa baseia-se na competência da Receita Federal em arrecadar. Tanta eficiência nesta área bem que poderia ser compartilhada com outros setores do governo.
    • Sabemos que o Estado brasileiro fica com mais de 1/3 de tudo aquilo que se produz no País. O pior é que querem mais, muito mais. O que não sabemos é até quando a sociedade brasileira vai suportar um poder público que exerce o seu papel arrecadador a ferro e fogo, mas é extremamente incompetente na hora de devolver os tributos arrecadados em forma de serviços para a sociedade. Estamos à beira de uma revolta tributária.
    • O aumento expressivo de impostos respalda a luta de vários setores da sociedade brasileira: a receita cresce tanto que o governo federal pode e deve abrir mão da CPMF. O problema da União não é de receita, é de despesa. E se está claro que o governo deve cortar gastos para reduzir tributos, não há argumento plausível que nos convença a aceitar a continuidade da CPMF.
    • A CPMF nasceu com o compromisso de ser um tributo provisório, embora a cada ano ganhe sobrevida para continuar em busca da eternidade. Ironicamente chamada de “contribuição”, ele consegue duas interessantes e opostas unanimidades: independentemente de ideologias ou partidos políticos, todos os governos que conviveram com este injusto tributo não vivem mais sem ele.
    • Por outro lado, diversos setores da sociedade mobilizam-se e pedem, de forma urgente, o fim deste penoso tributo, que atinge em forma de cascata todas as movimentações bancárias. Atinge o cúmulo do absurdo quando tributa até os pagamentos de outros tributos.
    • A CPMF foi criada em 1996 para evitar o colapso da Saúde no Brasil. Se olhássemos a criação da CPMF como um acordo entre o Palácio do Planalto e a população brasileira, seria algo assim: a União, ao reconhecer de público que a Saúde estava um caos e que não havia como garantir um serviço de qualidade -– o que é sua obrigação –, resolve, com o respaldo do Congresso, que o contribuinte irá ajudá-la.
    • Não há alternativa para este contribuinte. Quem apostava que se salvaria por não ter conta bancária também se enganou. Ela onera a cadeia produtiva. Afeta até os preços dos produtos vendidos em um simples supermercado, por exemplo. A CPMF castiga membros de todas as classes sociais e não levam em conta fatores como valor da renda familiar mensal. Ela é dura com todos, sejam eles ricos ou pobres.
    • O próprio ministro da Saúde à época da criação desta “contribuição”, Adib Jatene, declarou, em 1997, que a CPMF “ajudou muito mais o governo no equilíbrio de suas contas do que a saúde dos brasileiros”. Pena que tal constatação tenha vindo meses depois que a contribuição fora criada. Pena que não tenha servido para evitar que fosse prorrogada.
    • Exigir que o governo acabe com a CPMF é nosso dever. Em diversos Estados têm ocorrido mobilizações neste sentido. Todo cidadão tem legitimidade pra participar desta luta, que passa pela conscientização das bancadas de parlamentares no Congresso Nacional. Em 1996, dos 17 deputados federais de Goiás, apenas 3 votaram contra a instituição da CPMF. Agora, os goianos esperam unanimidade dos seus representantes a respeito da extinção deste tributo.
    • Mas a CPMF não é o único tributo brasileiro que deve ser revisto. Somos vítimas de um sistema que estrangula o País. Faz-se urgente uma reforma tributária que reestruture todo o atual sistema, que respeite as diferenças regionais e mantenha os incentivos fiscais. É a chance do Estado arrecadador ser visto sob outro prisma: não estaria mais preocupado em arrecadar mais e mais, mas demonstraria coerência e modernidade ao arrecadar melhor.

10 características do falso líder


A busca incessante por lideranças que façam a diferença para o negócio, só tende a aumentar. Mesmo as empresas que já contam com líderes capacitados, que levem suas equipes a terem um ótimo desempenho, continuarão na constante captação de novos talentos e investirão na formação dos líderes do futuro. Apesar dessa visível preocupação focada nas lideranças, há ainda quem detenha o "título" de líder, mas que na verdade, no dia a dia, não consegue nem dar um norte às próprias atividades quanto mais a uma equipe formada por pessoas com experiências e competências comportamentais completamente diferenciadas. Infelizmente, ainda, há pessoas que conseguem "driblar" a real visão de que pertencem ao grupo dos que apenas delegam ordens, mas que nunca conseguirão segurar o "leme" dos profissionais que estão sob suas responsabilidades. Abaixo, seguem algumas características dos falsos líderes.
1 - "Eu sei de tudo. Dou conta do meu departamento e não preciso de modismos". Um verdadeiro líder sabe que seu desenvolvimento precisa ser constante. E mais: o aprendizado não ocorre somente de maneira formal, através de treinamentos. O gestor precisa ser autodidata e reconhecer que sempre é possível aprender com aqueles que formam seu time.
2 - Se a empresa institui um Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o "pseudogestor" entra em pânico e é o primeiro a levantar a "bandeira da resistência". Tenta convencer os demais gestores de que essa ação, desenvolvida pelo "tal RH", é apenas para mostrar serviço e finca os "pés" na zona de conforto.
3 - Caso a área de Recursos Humanos procure o "falso líder" para dar respaldo às suas atividades ou, então, firmar parcerias que visem o bem-estar da equipe, torna-se visível a repulsa. Para ele, o RH nada tem a fazer em seu departamento e deve preocupar-se apenas com assuntos burocráticos. A "moda" de RH Estratégico é passageira e sua equipe não necessita de intrusos para atrapalhar.
4 - Quando uma atividade mais complexa precisa ser desenvolvida, o falso líder convocar um ou dois membros da sua equipe para realizar o trabalho. Determina prazos, mas não acompanha o processo. Ao final, cobra o conteúdo produzido, dirige-se à diretoria para cumprir das determinações e, em momento algum, cita que contou com a "ajuda" de terceiros. Os "louros" recaem sobre sua cabeça, o que garante a sua permanência no cargo de "liderança".
5 - Outra característica de quem se autointitula de líder, mas que na prática passam bem longe, é acreditar que todos que estão ao seu redor cobiçam sua colocação na empresa. Quando identifica alguém que pode destacar-se e chamar a atenção dos dirigentes, imediatamente providencia o desligamento do profissional porque se sente ameaçado.
6 - Para o falso líder, a comunicação interna é pura perda de tempo. E indaga: "Por que parar para conversar com a equipe, se as pessoas terão que parar suas atividades por uma hora ou até menos? Todos têm que continuar a todo o vapor em suas atribuições, afinal são pagos para trabalhar e não para conversar, mesmo que os assuntos estejam relacionados à superação de metas.
7 - E por falar em metas, quando o "falso líder" percebe que ficará seu setor ficará abaixo das expectativas da empresa, utiliza um estimulo motivacional, no mínimo, bizarro. Apela para gritos, ameaças de demissão e chega a cometer ações consideradas como assédio moral.
8 - A política de Portas Abertas para o "falso líder" só deve ser colocada em prática se a outra pessoa detém o título de liderança, é seu superior ou alguém que comparece à empresa para tratar de assuntos do seu próprio interesse
9 - Se uma equipe é o reflexo do seu gestor, aqueles que estão sob o julgo da "falsa liderança" apresentam sinais preocupantes para qualquer empresa como, por exemplo, desmotivação, situações de conflitos constantes entre os pares, presenteísmo, absenteísmo e baixo desempenho.
10 - Um péssimo hábito de um "falso líder" também se apresenta quando o processo de avaliação de desempenho chega às suas mãos, para que ele cumpra o papel de analisar a performance dos liderados. Ao invés de considerar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada pessoa que compõe o time, faz elogios apenas com quem esporadicamente simpatiza e deteriora a imagem dos demais colaboradores, mesmo que tenham uma atuação digna de elogios.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tipos Sanguíneos

Estudo das qualidades (virtudes e tendências), características comportamentais e intentos evolutivos associadas aos Tipos Sangüíneos e Fator Rh:

Sangue Tipo A: grupo dos notáveis
Sangue Tipo B: grupo dos sensíveis
Sangue Tipo AB: grupo dos singulares
Sangue Tipo O: grupo dos eleitos
Fator Rh Positivo: elemento de promoção da atitude curiosa e criativa
Fator Rh Negativo: elemento de promoção do conhecimento e da sabedoria

Prepare-se Para a Entrevista de Emprego!

Maiara Tortorette

Conseguir uma vaga no mercado de trabalho é um grande desafio para a maioria dos profissionais. O processo de recolocação parece complicado, mas se for realizado com cautela e atenção há grandes chances do resultado ser positivo. A entrevista de emprego sempre causa ansiedade ao candidato, não importa a idade, mas é importante destacar que o escolhido ao final do processo nem sempre será necessariamente o mais experiente, mas sim aquele que atender de forma mais adequada às expectativas dorecrutamento.

Preparar-se para a entrevista pode ser determinante para que o profissional consiga passar mais tranquilamente por este processo. Expor as vivências e qualificações de forma clara, por exemplo, mas sem parecer cansativo, atrai a atenção e aumenta as chances de sucesso, além disso, a maneira de falar e de se comportar devem ser trabalhadas para que o candidato transmita segurança e credibilidade.


ParaGilberto Wiesel, consultor especializado em empreendedorismo, o planejamento é essencial para evitar imprevistos. Muitas vezes o selecionador pode se atentar a detalhes para decidir entre um profissional ou outro. “Sempre que estiver agendada uma entrevista, planeje-se. Visite o site da empresa, busque outras informações relacionadas a ela e tenha clareza sobre o cargo ao qual concorre”, indica. “Também é adequado dormir mais cedo no dia anterior para ter mais disposição, além de calcular o tempo que levará para chegar até o local da entrevista para não correr o risco de se atrasar”.

A vestimenta é outro fator importante, já que a primeira impressão poderá ser decisiva. Seguir algumas regras é sempre indicado, mas investigar como as pessoas da própria empresa costumam se vestir também pode facilitar a escolha do traje mais adequado para a entrevista, além de deixar o candidato dentro do perfil da organização. Esse tipo de precaução, embora simples, pode ser notada de forma positiva pelo selecionador.

“A aparência será o primeiro julgamento, mesmo que inconsciente, do avaliador. É indicado que o candidato procure saber como as pessoas trabalham naquela empresa e se vista da maneira adequada. Uma pessoa que concorre a uma vaga em uma agência de publicidade, por exemplo, não deve ir com a mesma roupa que uma oportunidade para atuar em uma agência bancária”, explica Gilberto. “O importante é se preparar para que transmita confiança, já que o recrutador consegue perceber o quão confortável está o candidato”.

Ocurrículoé outra ferramenta de peso que pode ser utilizada como um guia durante as entrevistas, portanto muito do que for solicitado ou questionado terá como base as informações passadas neste documento. “O selecionador vai tentar entender se as informações do currículo correspondem à realidade do candidato”, comentaLya Mazzieiro,responsávelpela área de recrutamento e seleção daDesix, empresa especializada em RH. “Entender o perfil técnico e comportamental do profissional, com base nas respostas diretas sobre a experiência relatada, é o resultado buscado. Portanto, vale novamente a regra de ser direto e sincero sobre seu histórico para que consiga seguir em outras etapas do processo”.

Além de todas as menções feitas anteriormente, existem outros fatores que são determinantes para a empresa, como por exemplo, comprometimento, envolvimento, criação de novas ideias e vontade de aprender. “É preciso mostrar que você está disposto a aprimorar seus conhecimentos e buscar soluções inteligentes para aquela companhia, pois o que as organizações querem é alguém que se destaque e faça ela crescer”, complementa Gilberto.

Atitudes negativas que desclassificam o candidato

Existem algumas regras que devem fazer parte do manual de boas maneiras de todo candidato. Conseguir a entrevista não deixa de ser uma primeira conquista, sendo assim, é importante aproveitar a oportunidade para vender uma imagem positiva e conquistar o sonhado emprego.

SegundoCarlos Carreiras, presidente daRede TV+, existem atitudes que podem comprometer o desempenho do profissional, que acaba fechando as portas até mesmo para futuras oportunidades na empresa. “Não olhar no olho do entrevistador, demonstrar agitação ou nervosismo, deixar o celular ligado, falta de pontualidade, não responder diretamente o que é indagado e falar mal de empresas onde trabalhou anteriormente são alguns exemplos do que deve ser evitado”, define.

O candidato que apresenta um perfil mais tímido também pode ser prejudicado em algumas situações, no entanto existem diversas formas de driblar esse problema. Para Carlos, a timidez pode ser uma ferramenta positiva, só não quando ela revela insegurança profissional. “Uma dica é que o candidato muito tímido tente quebrar o gelo do entrevistador começando com uma conversa informal de algum assunto ligado a sua carreira ou à empresa”, explica.

Acabou?

A entrevista acabou e o profissional sai extremamente satisfeito e com várias expectativas sobre a empresa. Mas é importante lembrar que nesse primeiro momento o processo aparentemente acabou para o candidato, mas está apenas começando para o recrutador.

“Uma ótima maneira para ser lembrado de forma positiva é enviar um e-mail agradecendo a entrevista e demonstrando total disponibilidade”, sugere Gilberto. “Isso chamará a atenção do recrutador por ser algo incomum, além de enfatizar o real interesse do candidato pela vaga”.

“Uma entrevista é basicamente um processo de venda. O candidato precisa pensar se terá condição de entregar o que está vendendo, se existe real aderência entre a necessidade do contratante e as suas competências técnicas e perfil comportamental. Portanto, nada mais adequado que transparência e comprometimento total”, conclui Lya.

Fonte:Jornal Carreira & Sucesso - 396ª Edição